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As relações de trabalho pós pandemia

Quando falamos em relações de trabalho, todo mundo já pensa naquela aula de história, onde aprendemos sobre revolução industrial, marxismo, capitalismo etc, porém precisamos entender o significado atual desse termo. Refletindo sobre como a pandemia e o isolamento social está impactando a sociedade e a economia, um dos pontos que mais se destaca é como as relações de trabalho se tornaram mais claras e como as pessoas estão percebendo como isso acontece na prática. A necessidade do isolamento social proporcionou a oportunidade (para não dizer obrigação) de empresas e líderes testarem o modelo de trabalho a distância; que até então era encarado com alguma, senão muita, resistência.

Depois de quase dois meses de experiência no home office, o que era encarado por muitos como improdutivo e complicado, se mostrou uma alternativa muito considerável para enfrentar os próximos meses, onde ninguém tem claro qual caminho a pandemia vai tomar e até quando será necessário o isolamento social. No cenário de home office as lideranças se viram sem a proximidade física, que proporcionava uma sensação de controle da situação, onde as informações vinham no momento desejado. Os colaboradores, por outro lado também se perceberam privados do apoio imediato da liderança e também do fácil acesso às informações com os demais colaboradores, que agora não estão mais na mesa ao lado. E mesmo com todas essas dificuldades, na maioria das empresas, deu certo! E nessa epifania do trabalho a distância, tanto lideranças, quanto colaboradores perceberam como realmente se dão as relações de trabalho no século XXI, na era da internet e do digital. Todos perceberam que nos dias de hoje trabalho é sinônimo de entrega, e não de tempo. Quando se contrata o trabalho de alguém, está sendo pago pelas suas entregas e não pelo seu tempo!

Muitos vão alegar que isso já era óbvio e sabido no mundo corporativo, mas, será?! Se realmente as empresas e funcionários já enxergavam como trabalho a entrega de resultados e não o tempo que se fica à disposição da empresa, por que o trabalho à distância era encarado com tanta resistência? Afinal, se o que importa é o resultado, onde o trabalho está sendo executado é irrelevante, certo? Aí que percebemos que esse conceito do trabalho como resultado, poderia até estar nos artigos e no discurso do RH mas na prática, muito pouco desse conceito era aplicado. Talvez se apoiando na impossibilidade de algumas funções serem desempenhadas a distância, essa opção era desconsiderada para qualquer caso. Com certeza ainda existirão profissionais, tanto lideranças quanto liderados, que negarão essa realidade e isso é normal. Para muitas pessoas é uma mudança de paradigma muito grande, até então internalizado durante muito tempo, durante gerações.

Essas pessoas ainda vão se apegar ao modelo pré-pandemia e vão querer desesperadamente voltar ao antigo “normal” e isso vai fazer com que muitas empresas não se recuperem desta crise. Por outro lado, para as mentes que se adaptarem e perceberem que esta relação do trabalho pelo resultado é muito mais produtiva e inclusive de menor custo, o que aliás é o que todas as empresas precisam neste momento, terão sucesso. É claro que nos próximos meses, onde a incerteza se instala, talvez o sucesso seja apenas continuar em pé, mas quando a crise passar, só quem estiver em pé vai poder correr!

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